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Tecnologia: Window Phone

Será que chove hoje? Quem nunca puxou assunto em um elevador ou uma fila de banco com uma pergunta como essa que atire a primeira pedra. E não há como negar que, ao acertar uma previsão do tempo, certamente seus conhecimentos serão motivo de orgulho e admiração para alguém.
Por mais que existam técnicas avançadas utilizadas pelos meteorologistas para prever a temperatura e as condições climáticas com até uma semana de antecedência, infelizmente os fatores climáticos não são uma ciência exata, podendo ocorrer as famosas “variações ao longo do período”.
Aplicativos que mostram a previsão do tempo existem aos montes. Mas que tal uma maneira original de ter sempre a previsão do tempo na palma da mão?
O conceito: telefone-janela
Se você está dentro de casa e pretende descobrir se fará sol ou chuva no final da tarde, para onde você olha? Se você respondeu “janela”, já tem meio caminho andado para compreender a ideia do designer Seunghan Song.
Foi partindo desse conceito que ele desenvolveu os primeiros esboços do Window Phone - ou Telefone Janela, numa tradução literal. Trata-se de um dispositivo em formato similar ao de um aparelho celular, mas com uma tela sensível ás interações com o ambiente.
Visual do Window Phone. Imagem: Seunghan Song.   Visual do Window Phone. Imagem: Seunghan Song.
Imagens: Seunghan Song
A placa de vidro é similar à de uma fina tela de OLED. Seu diferencial fica por conta da maneira como a informação é exibida. Por exemplo: em um dia chuvoso a tela simula as gotas d’água no vidro de uma janela, dando a impressão que você está olhando através de uma.
Já em um dia nublado ou com neve, o visor fica embaçado, da mesma maneira que ficaria caso o vidro estivesse exposto à referida condição climática que ele ilustra. Como funções complementares, o aparelho exibiria ainda a temperatura atual e funcionaria como um aparelho celular, permitindo ao usuário enviar e receber ligações e mensagens de texto.
Visual do Window Phone. Imagem: Seunghan Song.   Visual do Window Phone. Imagem: Seunghan Song.
Imagens: Seunghan Song
Outro atrativo fica por conta de uma função que permite ao utilizador “embaçar” a tela de vidro com um sopro e, posteriormente, escrever sobre ela. A mensagem escrita na superfície suada pode ser enviada da mesma forma para os seus contatos.
Visual do Window Phone. Imagem: Seunghan Song.   Visual do Window Phone. Imagem: Seunghan Song.
Imagens: Seunghan Song
Tirando a ideia do papel: como poderia funcionar?
Infelizmente, essa belíssima ideia e design ainda não saíram do papel. E, muito provavelmente, para que o conceito se transforme em realidade, será preciso fazer algumas adaptações. Repare, por exemplo, que não há nenhum espaço para a bateria ou chip, por exemplo.
Dessa forma, precisamos levar em consideração que seria preciso um suporte para essa tela na parte de baixo ou mesmo na parte traseira, como acontece com a maioria dos aparelhos. Já no quesito tela estamos muito próximos a essa possibilidade.
No mês de maio a Sony anunciou uma tela OLED com espessura inferior a de um fio de cabelo. Com apenas 0.03 mm, ela é praticamente uma tela com luz própria. Por isso, ela não precisa de luz de fundo ou lateral (backlight ou sidelight), ocupando assim menos espaço.
Tela OLED mais fina que um fio de cabelo
A sensibilidade da tela já não é mais nenhum problema, muito pelo contrário. Uma das principais tendências da indústria em celulares e tablets são as telas touch. Uma tela como a deste modelo conceitual, por exemplo, se encaixaria perfeitamente nesta nova tendência.
Utilidade limitada?
Tudo é muito bonito e o conceito é realmente diferenciado. No entanto, na prática, é difícil imaginar que um celular como este possa agregar tantas funções quanto os aparelhos mais modernos disponíveis no mercado.
Por suas características, é muito provável que o preço não seja dos mais baixos e, no final das contas, a quantidade de opções pode não justificar um custo tão elevado. Por outro lado, para aqueles usuários que estão dispostos a pagar mais por um aparelho com visual bonito e, por que não dizer, quase exclusivo, trata-se de uma bela aposta.
E ai? o que você achou? Deixe um comentário! vamos partilhar as opiniões!

Acer pode apresentar portátil com o Sistema Operacional Chrome

A Acer, uma das marcas mais renomadas quando o assunto é PC’s portáteis e segundo o site VentureBeat, a Acer pode estar se preparando para apresentar os primeiros portáteis do mercado equipados com o Sistema operacional ChromeOS, da Google, durante a Computex 2010 em Taiwan, daqui a duas semanas.
O artigo, entretanto, não menciona quais seriam estes portáteis: se netbooks, tablets ou smartbooks, embora faça menção a processadores ARM, mais comuns em equipamentos nas duas últimas categorias.
Um anúncio na Computex não significa que os produtos estarão nas lojas logo: é comum empresas usarem a feira para apresentar produtos e conceitos que só chegarão ao mercado meses depois, ou talvez nem cheguem. Como foi o caso do netbook da ASUS com processador Snapdragon e Sistema operacional Android, que apareceu “de relance” na feira no ano passado, mas nunca foi lançado.
De qualquer forma, quando anunciou o Chrome OS, em julho de 2009, a Google disse que máquinas equipadas com seu novo Sistema operacional estariam no mercado “na segunda metade de 2010”, ou seja, não deve demorar muito.
Os mais impacientes já podem ter um gostinho do Sistema usando versões compiladas a partir do código-fonte oficial e que rodam em qualquer netbook com processador Atom, como o Chrome OS “Flow”, do hacker Hexxeh. Mais informações em chromeos.hexxeh.net

Especificações do novo iPhone 4G reveladas, confira!

O iPhone é um dos aparelhos mais cobiçados e admirados do mundo. Como tal, este consegue uma enorme atenção por parte dos seus usuários e futuros propriétarios, mesmo quando ainda nem foi anunciado.
A cada dia que passa, surgem mais rumores e hoje surgem na net as primeiras possíveis especificações do novo iPhone 4G, vamos conhecer agora.
As especificações obtidas pela observação deste protótipo divulgado pelo site vietnamita são:
  • Câmara traseira de 5 MP com gravação a 720p e camara frontal VGA;
  • Ecrã de resolução 960×460;
  • Wi-Fi 802.11 a/b/g/n;
  • 3G tri-band até 7.2 mbps, 4G LTE;
  • Processador Apple A4 de 1 GHz;
  • Bateria de 1400 mAh;
Note que isto é apenas um rumor, logo, nenhum dos seguintes dados são oficiais.

A evolução das placas de vídeo

Voodoo, GeForce, ATI Radeon… Bem, a história é longa... Que tal utilizar computadores para jogar sem o auxílio de uma placa 3D? O que seria do PC sem a famosa placa de vídeo? Bem, eu não posso prever o futuro, mas acredito que a falta de uma visualização tridimensional das coisas seria inaceitável para o mundo dos video games. É difícil imaginar a evolução dos jogos sem o uso de peças que possibilitassem visuais em três dimensões.

É por isso que o Clique Downs decidiu mostrar aos usuários a evolução das placas de vídeo para computadores. O espetáculo das animações gráficas passou por uma transformação brutal ao longo do tempo, e "lendas" — como a 3DFX Voodoo 3 — merecem ser relembradas. Hoje em dia, a GPU (Graphics Processor Unit, ou unidade de processamento gráfico) está mais ativa do que nunca.
O Começo
Antigamente, a inovação. Hoje, o aprimoramento

Antes de tudo, uma pequena base. Para quem ainda não sabe, a placa de vídeo é o periférico responsável por gerar e enviar imagens para os monitores. Enquanto a GPU, a memória e outros componentes são encarregados de lidar com os dados a serem processados, os painéis de saída (como a VGA — Video Graphics Array, conhecida por sua tradicional cor azul — e a DVI — Digital Visual Interface, a saída digital) são os responsáveis pela transmissão das imagens da placa à tela.

Algumas placas-mãe (em inglês, motherboards) contam com adaptadores de vídeo embutidos, mas o mais comum é comprar uma placa separada e encaixá-la no slot apropriado, seja ISA (obsoleto), PCI, AGP ou PCI Express. Neste especial, constam bons exemplos de placas de vídeo que se destacaram em suas respectivas épocas.
A Pioneira

Com o lançamento do primeiro IBM PC, foi criada também a primeira placa de vídeo. A espetacular IBM MDA — Monochrome Display Adapter, ou adaptador de vídeo monocromático — trabalhava apenas em modo texto, conseguindo exibir 25 linhas e 80 colunas de caracteres na tela... Em alta resolução, é claro.

Que Crysis que nada. Este monstro da informática consegue mostrar imagens (na realidade, textos) em apenas uma cor e conta com a quantidade impressionante de 4 KB de memória de vídeo. Digite furiosamente e verifique se os caracteres aparecem com atraso no monitor. Somente assim para testar o potencial da MDA.

O princípio da aceleração 2D


S3 é um nome que faz muitos gamers antigos tremerem nas bases. Pois, quando a fabricante de chips despontou com a S3 Trio, tudo mudou. Considerada por muitos como a primeira placa de vídeo propriamente dita, a S3 Trio fez estrago na década de 90.

A inovação, aqui, é a reunião de três componentes básicos utilizados por fabricantes de placas de vídeo: a GPU, o RAMDAC (que converte os sinais digitais dos chips para sinais analógicos do monitor) e o gerador de frequência. Três diferentes versões da S3 Trio marcaram presença nessa época juntamente com os chips Mach8, Mach32 e Mach64 da ATI.

Que venha o 3D

O destino inevitável das placas de vídeo

"ViRGE Maria!" Que gráficos assustadores, hein?

É exatamente este um dos nomes que simboliza a chegada dos visuais em três dimensões ao PC: S3 ViRGE. 1995 foi o ano, S3 foi a fabricante. Os fãs de realidade virtual ficaram abismados com o lançamento da série ViRGE, tanto que o mercado de placas foi dominado pela companhia por um bom tempo.
Simplesmente fenomenal

Contando com 4 MB de memória onboard e com uma frequência de memória de até 66 MHz, a ViRGE despontou com uma série de funcionalidades interessantes: filtro de texturas Bilinear e Trilinear, Alpha Blending, mapeamento MIP, mapeamento de texturas de vídeo, Z-Buffering... Se isso é grego para você, basta saber que as inovações são muitas e causaram um forte impacto na indústria.

O curioso é que, mesmo com todas essas propriedades avançadas, as placas ViRGE causavam constrangimento em muitos usuários. Reações do tipo "virge santo, o PC está muito lento!" eram comuns, pois a CPU, algumas vezes, conseguia fazer muito melhor do que as placas da S3. Um único atrativo continuava recebendo a atenção dos consumidores: o preço.

Chega a NVIDIA, mas sem muita expressão

The first of many
Desde os primórdios da revolução 3D, a NVIDIA mostrou sua capacidade. A S3 ViRGE mal aparece e surge a NV1, uma concorrente de peso. O processamento gráfico 2D/3D desta placa é baseado em superfícies quadrangulares — o mais comum é o uso de polígonos triangulares — e conta com um processador de som de 32 canais.

Uma das peculiaridades da NV1 é a porta compatível com o video game SEGA Saturn, mas isso não evitou o fracasso da placa. A concorrência superou a NVIDIA nessa fase da evolução 3D, pois, mesmo com um desempenho relativamente bom, a NV1 e os seus estranhos polígonos quadrangulares custavam caro. Uma possível NV2 (no caso, compatível com o Dreamcast) ficou apenas nos planos da companhia.

A fúria da ATI

Este especial é mesmo ideal para trocadilhos. Um dos marcos da evolução das placas de vídeo foi que, muito antes da associação "íntima" entre os nomes Radeon e ATI, a fabricante canadense lançou a linha Rage (em português, fúria). Novamente, 1995 foi o ano.

O visual não é tão violento assim


A primeira linha da série Rage não foi muito promissora, mas a Rage II... 8 MB de memória SDRAM, 64-bit e 60 MHz de clock. Tudo isso com suporte a execução de DVD. Com isso, o desempenho foi melhorado consideravelmente, destacando a ATI na briga pelo mercado.

Quake, uma possível arma contra os concorrentes

A empresa Rendition foi outra que apareceu no meio da década de 90 para entrar no mercado de placas de vídeo. O VQuake, uma versão especial do jogo da id Software criada por John Carmack (id Software) e pela própria Rendition, foi concebido especialmente para o chipset Verite 1000, lançado em 1996.

Boa para Quake

Programar para esta placa não foi nada fácil. E contemplar visuais 2D através de um desempenho deplorável também não contribuiu nada para o sucesso da Verite 1000. Por fim, nem mesmo os tiroteios de Quake conseguiram vencer a concorrência.
E quem não se lembra da série Voodoo?

A ascensão da 3DFX foi rápida e avassaladora. Em 1996, a Voodoo 1 balançou os pilares do processamento gráfico com um desempenho 3D simplesmente espetacular. Em contrapartida, a placa não apresentava nenhuma funcionalidade 2D, o que exigia que o consumidor comprasse mais de uma placa caso optasse pela Voodoo 1.

Contemple o poderio da Voodoo 3 3000

Sim, isso é um tanto ruim, mas para os gamers hardcore, o custo valia a pena. E muito. Diversos títulos mostraram o potencial da primeira Voodoo e fizeram com que os concorrentes apenas assistissem o sucesso da placa, embasbacados. A série não durou muito, mas causou estrago. Bem, eu mesmo (Ricardo Fadel) pude testar uma Voodoo 3 3000 alguns anos atrás, e foi uma experiência chocante.
Matrix? Não, Matrox

Pelo jeito os canadenses levam jeito para a fabricação de placas de vídeo. A Matrox começou em 1978, mas só ganhou destaque na década de 90. Como de praxe, o primeiro modelo (G100) não brilhou muito, mas abriu alas para a G200, uma placa muito interessante.

128-bit, quem diria...

Aceleração 3D através de 85 MHz de clock, 64-bit, suporte à execução de DVD e MPEG 1/2 e um bom limite de memória onboard: 16 MB. Muitos aclamaram a qualidade da imagem reproduzida através da G200. Contras? Levemente mais devagar que as concorrentes, baixo desempenho OpenGL e um fraco suporte a drivers estáveis.

Os primórdios da tão criticada GMA

Graphics Media Accelerator. Três palavras que formam um verdadeiro pesadelo para vários usuários. Bem, a má fama da Intel no mercado de placas de vídeo (pois no ramo de processadores centrais a companhia sempre foi forte) tem uma raiz profunda.

Que fiasco...


Em 1998, foi lançada a i740. A placa apareceu discretamente no mercado 3D e, para a tristeza de muitos, não fez sucesso. Com uma taxa de vendas muito baixa e um desempenho, a primeira placa de vídeo da Intel apenas principiou os resultados ruins que acompanhamos com as atuais GMA.
A "força G"
NV10, o começo do sucesso
A chegada da ou GeForce 256 (ou NV10) foi brutal. A nova arquitetura da placa acabou com a concorrência através de uma enxurrada de funcionalidades inovadoras. Exemplos? Que tal o mapeamento de ambientes para a criação de reflexos em tempo real?

Não é preciso dizer que, até os dias de hoje, o nome GeForce já desperta o interesse mesmo de pessoas que não conhecem muito sobre informática. Ponto para a NVIDIA, que atualmente briga de frente com a ATI (comprada pela AMD).

A NV10 abriu alas para placas que muitos usuários usam até hoje. Diversas lan houses adotaram a GeForce 2 e a GeForce 4 — especialmente a aclamada MX 440, muitas8x para os slots AGP 8X — em seus computadores para que os jogadores se divertissem sem problemas com Counter-Strike e outros títulos de renome.
E a ATI
Tchau Rage, oi Radeon. Na realidade, foi a R100 quem iniciou a série que se estende até a atualidade. Variando de 32 MB a 64 MB de memória DDR, é difícil achar alguém que esteja arrependido de comprar uma R100.

Criando confusão desde 2000

Foi uma jogada muito boa da ATI. E bem a tempo, diga-se de passagem. Uma das poucas placas que deixaram a desejar (talvez pelo preço extremamente acessível) foi a Radeon 7000 VE, que apresenta uma redução considerável de desempenho em comparação com as demais.

É curioso saber que a R100 só virou Radeon 7200 quando a Radeon 8500 apareceu no mercado. Foi somente então que a ATI resolveu mudar o nome das antigas placas, aplicando o termo Radeon. De qualquer maneira, o que importa é que a briga entre ATI e NVIDIA começou a pegar fogo em 2000... E ninguém sabe quando ela vai acabar.

Constante evolução
Exagero ou realidade?

O fim desta história é o seguinte: não tem fim. Como diversas áreas da tecnologia, as placas de vídeo tendem a evoluir sem parar, pois os engenheiros e tecnólogos buscam cada vez mais potência, desempenho e qualidade gráfica na exibição de animações visuais.

Espero que você tenha gostado do breve agrupamento histórico de placas que constam neste especial. É claro que alguns nomes ficaram de fora (como a Trident, famosa por tentar entrar no mercado com placas relativamente simples), mas o essencial é conhecer um pouco da saga desse componente fundamental dos computadores.

A estética evoluiu junto com o poder

Atualmente, a situação é bastante convidativa para os fãs de tecnologia. Os consumidores estão se dando bem com a briga eterna entre ATI e NVIDIA, pois placas cada vez mais fantásticas surgem a preços cada vez mais baixos. No Brasil, a realidade não é tão interessante assim, mas isso não impede os gamers brasileiros de adquirirem o melhor da tecnologia, não é mesmo?